segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Reflexão

Há pessoas que vivem ajudando os outros, ouvindo suas fraquezas, dando força em suas crises, mas quando estão por baixo, se chateiam porque essas pessoas não se aproximam em seu socorro.

- Se quer ser amigo, ajudar, que seja altruísta.

Nada vale ao nosso espírito e evolução querer o retorno do afeto que doamos. Não é um jogo de ping pong, é um círculo que gira sempre a um lado só, fechando um ciclo.

Se fazemos por amor, não esperamos recompensa e nem nos cabe pensar sobre algum retorno posterior, já que é movimento natural do princípio de ação e reação e do princípio de ritmo. 

Mesmo porque aquilo que nos vem nem sempre é o que esperamos que seja, mas aquilo que é o melhor para nosso aprendizado naquele momento.

#entendendoaslições

domingo, 10 de novembro de 2013

Religião e espiritualidade por Guido Nunes Lopes

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz conscientes da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

Guido Nunes Lopes - Físico


Doutor em Energia Nuclear na Agricultura, ARC – Academia Roraimense de Ciências, UFRR – Universidade Federal de Roraima

sábado, 2 de novembro de 2013

O PODER DAS TREVAS – por Huberto Rohden, pag.31 "Por Um Ideal" vol. 1

Tanto nas chamadas "crendices populares", como nas "superstições" há inegavelmente, um fundo de verdade. O ignorante, em falta de melhor explicação, inventa explanações arbitrárias, o que não elimina, todavia, a realidade de certos fenômenos que nenhuma ciência consegue explicar à luz das leis naturais por nós conhecidas.
Aliás, quem crê num mundo de seres inteligentes e livres, não pode fugir à conclusão de que entre esses seres possa haver, como aqui neste planeta terra, bons e maus, seres benéficos e seres maléficos. A Inteligência, quando divorciada do Espírito, é uma porta aberta para um universo de maldade. O "Poder das Trevas", de que Jesus fala, não é outra coisa senão a Inteligência “desespiritualizada”, autônoma, independente – a Inteligência que se deificou a si mesma. "Se comerdes do fruto da árvore do conhecimento, dizia a tal serpente, sereis iguais a Deus". É esta a eterna ilusão de Satã: a conquista da deidade pelo poder do "conhecimento", pela força do Intelecto. Todos os conflitos armados que presenciamos; como todas as grandes calamidades do gênero humano são frutos peçonhentos da "árvore do conhecimento", da Inteligência sem o Espírito.
O reino de Satã é Inteligência sem Espírito.

O reino de Cristo é Espírito dominando a Inteligência e tudo quanto ela edificou sobre a face da Terra.

Por essa razão não  há Satanás que resista a vontade humana quando essa vontade está agraciada pela benção da Inteligência da fonte Divina, da Alma do Universo... Deus!

"QUEM NÃO RENUNCIAR A TUDO QUE TEM NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO" Rohden, Assim Dizia o Mestre, pgs 43 e 44.

A ideia do meu nasceu com a ideia do eu. Quando esse eu morre, morrem necessariamente todas as ilusões relacionadas com o meu. Quem tudo é, nada tem; a intensa luminosidade do ser aniquila todas as trevas do ter. Quem é de fato, discípulo do Cristo nada tem e quer ter, para si mesmo, embora possa prestar-se para administrador de uma parte dos bens de Deus em benefício de seus irmãos.

O que eu considero meu só tem função enquanto ainda vive em mim a noção do eu físico-mental; no momento em que o meu pequeno eu personal se afogar nas profundezas do TU divino e no NÓS da humanidade, esse conceito de meu deixa de ter razão de ser.

Por isso, o homem que atingiu a plenitude do seu ser, pelo despontar da consciência cósmica, perde toda a noção de posse e propriedade. Nada adquire e nada perde. O fluxo e refluxo incerto de lucros e perdas deixaram de existir para ele e com isso foi eliminada a fonte principal da inquietação que atormenta os profanos. Nada possui  que o mundo possa tirar, e nada deseja possuir  que o mundo lhe possa dar. Entretanto, se as circunstâncias terrenas o nomearem administrador do patrimônio de Deus e da Humanidade, esse homem administra com a máxima solicitude esse patrimônio terrestre universal.

Pela mesma razão, o homem que se despojou dos teres pela maturação do ser não experimenta a menor dificuldade nem tristeza em passar para outras mãos a gestação dos negócios temporários que lhe foi confiada.

O grande industrial norte-americano R.G. Le Torneau (1), fabricante de possantes máquinas de terraplenagem, mandou colocar sobre a entrada de uma de suas fábricas a seguinte afirmativa:

Não digas: “Quanto do meu dinheiro eu dou a Deus”?
Dize antes: “Quanto do dinheiro de Deus eu guardo para mim?”

Esse homem descobriu que nós não temos dinheiro algum, mas que todas as coisas do mundo são de Deus; entretanto, pode o administrador dos bens de Deus tirar para si uma pequena “comissão”. Le Torneau, no princípio, tirava uma comissão de 90% para si, dando 10% a Deus, para fins de altruísmo e religião; por fim inverteu as quotas, dando 90% para Deus e guardando 10% para si, e mesmo assim, desses 10% ele não se considerava proprietário, senão apenas administrador, porque também esse dinheiro pertencia a Deus e à humanidade.
“Quem não renunciar a tudo que tem não pode ser meu discípulo”.

O EU verdadeiro, divino nada sabe de possuir, porque o apogeu do SER provoca a ruina do TER.


(1)    Os contemporâneos de Le Torneau o qualificavam de “O homem de negócios de Deus”.

PELA FÉ ASSIMILA A ALMA O CRISTO DIVINO - por Huberto Rohden

Na última ceia dramatizou Jesus a mais misteriosa de todas as suas parábolas.
E até hoje a cristandade não compreendeu devidamente a parábola do pão e do vinho.

Na Sinagoga de Cafarnaum, como consta no capitulo 6 do Evangelho de João, havia o Mestre aludido a esse misterioso paralelo: A relação entre o alimento e a vida, por um lado – e, por outro, a pessoa física do Jesus humano e o espírito do Cristo divino.

Através de uma parábola esotérica faz Jesus ver que a essência vitalizante do espírito do Cristo só pode ser assimilada pela alma humana por meio da fé.

Mas o que se entende por fé?

A palavra latina fides é o radical de fidelidade, harmonia, sintonia. Este substantivo latino não tem verbo; de maneira que a Vulgata Latina recorreu a um verbo de outro radical, credere, crer, em vez de “ter fé”, e com isto começou a tragédia milenar da cristandade.
Crer, no sentido usual, nada tem que ver com ter fé. O substantivo grego pistis, que figura no original do Evangelho do primeiro século, tem o verbo pisteuein, que poderíamos traduzir por fidelizar.
E fidelizar, ter fé, quer dizer, estabelecer perfeita fidelidade entre a alma humana e o espírito de Deus. O conhecido tópico “quem crer será salvo” não se aplica; mas “quem tiver fé (fidelidade) será salvo ‘” é perfeitamente lógico.

Quando o homem, no plano físico, vitaliza o seu corpo pelo alimento, ele não transfere para o seu organismo a substância material que ingere, mas, pelo misterioso processo da digestão e assimilação, extrai da substância material do alimento as “calorias”, como a ciência chama essa alma imaterial da matéria.
Caloria é a energia solar que, pela fotossíntese foi armazenada na substância comestível, e que, pela digestão, é extraída do alimento e transferida para o organismo humano.
Caloria, a energia do calor e da luz solar é algo relacionado com a vida. Essa energia solar vitaliza o corpo e lhe dá força, beleza, alegria. Se o organismo não tivesse fidelidade vital (fides, fé) com a energia solar, não poderia assimilar essa vibração do sol. Um corpo morto embora exposto á energia solar, não a assimila; somente um corpo vivo é capaz de assimilar a energia solar; só ele tem fides, afinidade com o sol; só um corpo vivo fideliza, é fiel à alma solar; só ele é vitalizado pelo calor e pela luz do sol. 
Segundo Einstein, luz é energia descondensada, e energia é matéria descongelada. 
Vida é luz altamente potencializada, vida é luz vitalizada, e, por esta razão não pode a vida assimilar a matéria grosseira como tal, mas somente a alma cósmica da matéria, que é luz, caloria imaterial. 
Homens altamente intuitivos sabiam, e sabem, por uma visão interna, o que outros procuram descobrir através de laboriosas análises intelectuais. Antecipam verdades que a ciência descobre séculos e milênios mais tarde. Cerca de 3500 anos antes de Einstein, escreveu Moisés que, no primeiro yom, creou Deus a luz, e que da luz vieram todas as outras coisas. Só no século 20 provou Einstein que a luz é a base dos elementos químicos e de todas as coisas.