sábado, 30 de março de 2013

Diário de um gato






Olá, meu nome é Victor.

Bem isso depois de terem descoberto que eu era macho porque insistiam em me chamar de Victória, aff! Será que esse pessoal que me adotou não sabe a diferença entre o sexo no reino animal? Vai ver faltaram na aula de anatomia, rs

Acho muito bonito o meu nome e antes que alguém se revolte por eu ter um nome tão humano assim, vou contar a minha história...

Uma certa tarde passou à beira da estrada da fazenda Rio das Pedras um bêbado que me viu gritando por socorro – era bem assim:

-MIIIIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!

Não sei o que minha mãe estava fazendo, nem onde e nem como fui parar ali – acordei e lá estava eu, sozinho feito um gato abandonado (desculpem, já estou vivendo a minha crise de identidade – só preciso que me confirmem – sou um gato?).

Esse maluco ou abençoado; sei lá; pegou-me no colo e subiu a rua até chegar numa turma de rapazes que conversavam na pracinha. Um loirinho me pegou e me levou pra casa dele. Era o Diego. Ele entrou pela porta e já foi logo falando pra mãe dele, a Cely e pra tia Dulcy:

- Não tem jeito, abandonaram e se não cuidarmos dele ele vai morrer!

Morrer? O que é isso? Mal nasci e já me aparecem com cada surpresa!!!

Elas me pegaram no colo e já foram arrumar uma mamadeira, dura igual vidro, elas pegaram o que chamam de conta-gotas, difícil esse troço!  Tinha só cinco dias – ainda não conseguia abrir meus olhos azuis. Será que ficarão assim quando eu crescer? Olhos azuis dão mais ibope!

Entraram num canal esquisito onde um monte de gente fica batendo os dedos e saindo uns riscos, um depois do outro – disseram que estavam falando com a prima Regina delas – a filha dessa moça é veterinária, ela veio orientar as minhas mamães adotivas – ufa – estava salvo!

Ficaram me dando aquela coisa dura cheia de leite a noite toda, mas eu acho que não dei trabalho nenhum, é intriga contra a minha “pessoa” – grrrunhaaaallll – novamente a minha crise de identidade...

Na manhã seguinte, como eu ainda estava respirando e muito bem, a Isa, namorada do Diego deu a ideia de colocar o nome de Victória, isso porque a tia dele, que não entende nada, falou que já tinha olhado e que eu era menina – acho que ela estava feito eu, com a visão muito prejudicada, quem puder, dá um conselho pra ela? - Troca os óculos, Dulcy!!!

Esse foi meu primeiro dia com eles – outro dia eu volto...
rrrrrrrruohmmmmmmmmrrrruuuuoooooooooohhhhhhhmmmmmmmmmmmmmmm!!!!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Desabafo


Cansada de ter que responder às coisas com comportamentos "adequados" criados por uma civilização que nem de longe age conforme as regras que ela mesma cria.

Gratidão é o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio,  é uma emoção, que envolve um sentimento de dívida emotiva em direção de outra pessoa; frequentemente acompanhado por um desejo de agradecê-lo, ou reciprocar para um favor que fizeram por você. Num contexto religioso, gratidão também pode referir-se a um sentimento de dívida em direção de uma divindade. (Wikipédia)

Afeto / afetividade é a relação de carinho ou cuidado que se tem com alguém íntimo ou querido. É o estado psicológico que permite ao ser humano demonstrar os seus sentimentos e emoções a outro ser ou objetos. Pode também ser considerado o laço criado entre humanos, que, mesmo sem características sexuais, continua a ter uma parte de "amizade" mais aprofundada. (Wikipédia)

Agora, quem pode apontar a outro o dedo da acusação se essa relação de afetividade não se construiu ao longo de uma existência mesmo que seja nas relações familiares, pais e filhos, irmãos, sobrinhos, tios, netos e quantos mais graus de parentesco existirem?

Para que essa relação se construa precisa da reciprocidade. Somos condicionados a crer que os filhos devam "desenvolver" essa relação de afetividade (amar) seus progenitores independente de quem e como sejam. Posso pensar diferente, todos temos o direito de desenvolver nossos e novos conceitos, afinal, fomos dotados da capacidade do raciocínio para, pelo menos uma vez em nossa existência, "criarmos" um pensamento novo, quebrarmos o estabelecido.

Como externar essa afetividade se não houve momentos de afetividade que você possa se recordar de parte de seus progenitores para com você durante a sua infância, adolescência, juventude, vida adulta?
Só desenvolvemos a intimidade necessária para isso se o outro estiver aberto a isso e ensiná-lo em sua tenra idade a se relacionar com as pessoas demonstrando essa afetividade através de gestos simples como um abraço, um beijo fraterno, ao longo de sua vida você até pode desenvolver essa prática com pessoas que porventura possam suprir essa ausência demonstrando que é possível sim existir esse tipo de relacionamento, se a partir de um dado momento mesmo os seus progenitores e ou você mudar o "modus operandi" e iniciar a partir dali a construção de uma nova relação. É possível, mas insisto - precisa haver a reciprocidade, senão tudo retornará à situação anterior - dois precisam querer a mudança.

Sou grata sim por tudo que meus progenitores me proporcionaram: vir à esse planeta em mais uma faceta de personalidade encarnatória, por ter propiciado a que minha deficiência congênita fosse corrigida, por ter me proporcionado ser quem eu sou hoje - em muitos momentos pelo exemplo contrário - nem sempre as referências que recebemos são positivas, mas as negativas podem nos fazer questionar as nossas potencialidades trazidas em nosso espírito e mesmo reforçá-las nos fazendo trabalhar nossas imperfeições quando nos vemos em espelho ou mesmo confirmando que a nossa percepção, conceitos e ações são acertadas pois aquilo que vemos o outro fazendo e que traz consequências tão funestas nos alertam no sentido da retidão.

Mas, não posso me culpar pela afetividade não construída, apesar de todas as tentativas infrutíferas, chega um momento em nossa existência em que precisamos pesar todos os pontos e avaliar se é ainda válido continuar, se não nos estamos destruindo também nesse processo improfícuo. Não podemos nos perder do nosso foco que é a construção da Paz e Harmonia, da realização da felicidade - da evolução e amadurecimento espiritual mesmo que para isso a única opção seja nos distanciarmos. Não podemos correr o risco da destruição das relações insistindo em algo que não sai do lugar, não depende só da nossa consciência, mas da consciência do outro e se o outro não quer mudar, deixemo-lo no seu processo - é a escolha, o livre-arbítrio a que todos temos o direito - exceder nisso é alimentar a vaidade do "mártir".

Amar está no âmbito do Divino.
Gostar está no âmbito do humano.
Perdoar é ignorar o mal que nos fazem e o nosso instinto inferior que porventura nos dirija o pensamento a querer realizá-lo.

Como diz Emmet Fox em seu livro O sermão da Montanha:
"As pessoas sempre fizeram um bicho de sete cabeças do perdão por terem a impressão errada de que perdoar uma pessoa faz com que se sintam compelidas a gostar dela. Felizmente, tal não é o caso - não temos que gostar de alguém de quem não gostamos espontaneamente e a verdade é que é impossível gostar de alguém assim. É o mesmo que tentar segurar o vento com a mão e, se você tentar forçar-se a isso, acabará detestando a pessoa mais que nunca. ... Não somos obrigados a gostar de ninguém, mas temos a obrigação de amar a todos, já que o amor ou a caridade, como a Bíblia lhe chama, envolve um sentido vívido de boa vontade impessoal. Isso nada tem a ver com os sentimentos, embora seja sempre seguido, mais cedo ou mais tarde, por um maravilhoso sentimento de Paz e felicidade."

sábado, 21 de julho de 2012

Código de ética dos Índios Norte americanos


. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência.
O Grande Espírito o escutará se você, ao menos, falar.

. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida.

Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

. Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi ganhado nem foi dado, não é seu.

. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.

. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.

. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, de-lhes espaço para que cresçam.

. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

. Mantenha-se equilibrado. Seu Mental, seu Espiritual, seu Emocional, e seu Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis.

Trabalhe o seu Físico para fortalecer o seu Mental.
Enriqueça o seu Espiritual para curar o seu Emocional.

. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.

. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.

. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.

. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade. "


Foto do blog: http://wwwclaudioandreopoeta2.blogspot.com.br/2011/09/blog-post.html

domingo, 15 de julho de 2012

Sobre o trabalho...


Mais até do que amar seu trabalho, é amar a atividade trabalho - seja ele qual for - pois todo trabalho é digno e o trabalho é uma atividade inerente ao ser humano - não trabalhar é que está em desarmonia com o Cosmo - o Universo é Movimento e Repouso - significa que temos que cultivar em nosso íntimo o amor aos dois extremos e estaremos em Comunhão com o Pai!

sábado, 30 de junho de 2012

Esquizofrenia virtual







Internet – Comunicação – Relacionamentos...
Tenho me colocado a pensar sobre os nossos hábitos nesses agitados tempos, corridos e cada vez mais essa agitação tem se tornado virtual. 


Demoramos-nos a cada dia por mais horas frente a essas telas hipnóticas, luminosas, envolventes, entorpecentes. São tantos sites a fazer convites – participe; entre nessa comunidade; blogs; fotologs e tudo o que mais puder ser criado para se “apossar” da nossa atenção. Mesmo eu participo de algumas. 

Em todas elas sou “eu” mesma. Até já me foi dito por quem participa de alguns deles, que basicamente são as mesmas informações e ou fotos. Com certeza, são mesmo. 

Como sei que tenho uma personalidade um tanto introspectiva, sentimentos, pensamentos e ações não muito comuns e populares, me “espalhei” entre eles e tenho encontrado uns poucos e fiéis amigos virtuais com os quais me correspondo e me relaciono de maneira mais profunda. 

Agora, me preocupa é saber de fonte segura e ocular, de pessoas que criam vários e às vezes inúmeros “personagens” com páginas nesses sites e arrebanhando amigos aos montes. Tenho uma colega de trabalho que em certo dia me fez adicionar uns trinta personagens desses, todos com emails próprios, nomes próprios, fotos, amigos e perfis completos – admirei-me ante tal capacidade criativa! 
São personagens femininos e masculinos, jovens, adultos, idosos... 

Nossa! Que teia!!! Enredam-se em personalidades e personalidades que acabam por “existir” realmente, mesmo que “virtualmente”. 

Teremos nesse processo transportado a esquizofrenia para o mundo dos bits, bytes, gigas, megas, circuitos e teias de redes entre máquinas e máquinas ao redor do planeta, brincando de deuses a criar e multiplicar personagens, vidas, personalidades e tudo isso a fugir da nossa realidade. Será que estamos atentos a perceber quando passamos da linha tênue da simples brincadeira à patologia? 

Será que não é tão grave assim para gastar tempo com esse tipo de preocupação? O que percebo é cada vez mais pessoas que se dividem assim em tantos eus... 

Será apenas uma coincidência? 

sábado, 9 de junho de 2012

O que sonhamos...


Tive um sonho muito interessante essa noite.
Fui a um restaurante com minha família e alguns conhecidos. Estávamos já terminando quando o restaurante foi invadido por assaltantes que fizeram a festa.

De mim, nada levaram, eu não tinha dinheiro, somente meu cartão de débito – isso eu disse ao assaltante quando veio à nossa mesa. Quando terminou o “serviço” saiu porta afora com seus “companheiros”, levantei-me e fui ao caixa pagar a minha conta com o cartão, em seguida fui para a porta de saída, mas nisso entraram umas moças de caras pintadas para não serem reconhecidas e impediram a minha saída e a dos outros. Informaram que ali estavam a cumprir as orientações do assaltante “chefe”.

Eu, com a minha inquisidora natureza, perguntei se não consideravam aquilo arriscado – uma vez que poderíamos chamar a polícia e elas nem armadas estavam. Disseram algo como – é “jogo rápido” – vamos pegar o rescaldo – o que sobrou nos bolsos da “galera”. Esse é o nosso pagamento.
Ao que sorri sarcasticamente:
-Acham vocês que o assaltante já não limpou tudo? Nada sobrou para vocês.
Nesse meio tempo chegaram os policiais e elas se dispersaram (fugiram)...

Retornei para onde estavam meus familiares e os conhecidos e falei com uma mulher que estava conosco.

- Você pagou a sua conta?
Ela respondeu:
-Claro que não, um monte de gente saiu sem pagar por que eu iria fazer diferente?
Olhei para ela indignada a princípio e depois tentando entender o que uma coisa tem a ver com a outra. Nem perdi tempo falando a ela que eu paguei a minha conta, afinal, eu consumi, é minha obrigação. Agora pergunto:
Quem pagaria a conta depois do tumulto todo do assalto?
Quem considera que pelo transtorno e trauma da situação já quitou a sua conta?

Esse sonho me levou a refletir muito, por isso resolvi transformá-lo em palavras escritas.

Não precisam me responder, apenas refletir, quem se der ao trabalho de lê-las...

Dulceny z

09/06/2012
11:52 h