sábado, 9 de junho de 2012

O que sonhamos...


Tive um sonho muito interessante essa noite.
Fui a um restaurante com minha família e alguns conhecidos. Estávamos já terminando quando o restaurante foi invadido por assaltantes que fizeram a festa.

De mim, nada levaram, eu não tinha dinheiro, somente meu cartão de débito – isso eu disse ao assaltante quando veio à nossa mesa. Quando terminou o “serviço” saiu porta afora com seus “companheiros”, levantei-me e fui ao caixa pagar a minha conta com o cartão, em seguida fui para a porta de saída, mas nisso entraram umas moças de caras pintadas para não serem reconhecidas e impediram a minha saída e a dos outros. Informaram que ali estavam a cumprir as orientações do assaltante “chefe”.

Eu, com a minha inquisidora natureza, perguntei se não consideravam aquilo arriscado – uma vez que poderíamos chamar a polícia e elas nem armadas estavam. Disseram algo como – é “jogo rápido” – vamos pegar o rescaldo – o que sobrou nos bolsos da “galera”. Esse é o nosso pagamento.
Ao que sorri sarcasticamente:
-Acham vocês que o assaltante já não limpou tudo? Nada sobrou para vocês.
Nesse meio tempo chegaram os policiais e elas se dispersaram (fugiram)...

Retornei para onde estavam meus familiares e os conhecidos e falei com uma mulher que estava conosco.

- Você pagou a sua conta?
Ela respondeu:
-Claro que não, um monte de gente saiu sem pagar por que eu iria fazer diferente?
Olhei para ela indignada a princípio e depois tentando entender o que uma coisa tem a ver com a outra. Nem perdi tempo falando a ela que eu paguei a minha conta, afinal, eu consumi, é minha obrigação. Agora pergunto:
Quem pagaria a conta depois do tumulto todo do assalto?
Quem considera que pelo transtorno e trauma da situação já quitou a sua conta?

Esse sonho me levou a refletir muito, por isso resolvi transformá-lo em palavras escritas.

Não precisam me responder, apenas refletir, quem se der ao trabalho de lê-las...

Dulceny z

09/06/2012
11:52 h

domingo, 6 de maio de 2012

Os “tombos” da vida... .


Mais uma façanha por mim alcançada!

Há alguns meses, estava saindo da empresa onde trabalho, tranquilamente, ao que fui abordada por um casal falando num idioma estrangeiro.
Passado o primeiro impacto, percebi que era inglês...
Eles misturavam o inglês com o português, daí pra não entender nada é um pulo!
What bus do I “pego” to “ir" para o Unicamp?
What?   Where?
Well...


A Unicamp é logo ali e é tão pequenininha, “né”?
Where in Unicamp?
Daí eles me disseram, ou tentaram mais ou menos me falar onde – não me lembro mais do local ao certo porque episódios posteriores me fizeram apagar certas recordações dessa tão insólita ocasião...


Consegui com meu parco inglês passar algumas informações do que teriam que fazer para chegar lá!
So you take this bus now.
Ele, [ops, não…]
He, [não, não é]
[Quer saber?]
This bus goes to the bus terminal ( bus e bus de novo, ai, que redundante, já foi, rs)
There you take the 3:32 (three, three, two)  Sei não, acho que não está certo…
Ok! Is three, thirty-two and go down “blá, blá, blá”…


Depois disso, arranharam eles um “portunhol” e eu um “portuglês” e nos entendemos maravilhosamente!!! Rsrs
Chegou meu ponto e eu alegremente me despedi do casal:
Bye bye!
Eles: Bye bye, thank you…


Daí eu me virei para a porta de saída do ônibus e despenquei.
Nunca um bye bye foi tão literal, tão visceral em mim!!!
Lembro-me do meu pé no vazio, meu olhar vislumbrando o estreito leito carroçável da rua entre a escada do ônibus e a calçada...


Naqueles intermináveis segundos analisei qual seria o mal menor:
Atirar-me em cima da calçada ou cair no minúsculo meio metro de asfalto entre o ônibus e a sarjeta.
Nem um, nem outro, caí no exato meio entre o asfalto e a calçada, ou seja, bem na sarjeta!


Mas pra ser bem feito, tem que ser assim, perfeito...


O tempo parou, a dor aumentou, ajeitei a sacola, mirei o banco do ponto, me levantei, sacudi a poeira – ninguém dentro do ônibus falava nada – só olhavam fixamente para mim. Olhos arregalados!
Olhei para eles e os tranqüilizei:
-Está tudo bem! Nenhum osso quebrado; não se preocupem...
Amanhã eu “to” lá no SESMT abrindo meu CAT – informando meu acidente de percurso – se bem que acho que eu sou o próprio acidente de percurso!
Daí eles não “agüentaram” mais e liberaram as risadas que entendo, estavam todos segurando até então.


Foi nesse momento que o motorista e o cobrador desceram do ônibus para me socorrer – agradeci e assegurei que estava tudo bem – vaso ruim não quebra fácil, Rs


Pra terminar, lancei um desejo profundo e verdadeiro ao casal.
Quando chegarem ao seu destino, desçam do ônibus...
But never go down like me, ok?



Dulceny z
06/05/2012  13:03 h


segunda-feira, 30 de abril de 2012

A Grande Invocação


Do ponto de Luz na mente de Deus, flua Luz à mente dos homens, que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no coração de Deus, flua Amor aos corações dos homens, que o Cristo retorne à Terra.

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida, que o propósito guie as pequenas Vontades dos homens, propósito que os Mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos raças dos homens, que se realize o plano de Amor e de Luz e feche a porta onde se encontra o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano Divino sobre a Terra hoje e por toda a eternidade.

Amém

“Mentalizações do Reiki”

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Conceituando...

A vida passa e as coisas sempre mudam sob o sol.
Quem faz, leva e quem espera sempre alcança, pode ser que fique cansado, mas tudo vem pra bem a quem pratica a parcimônia.


Parcimônia vem do latim parsus, que é o particípio passado de parcere (economizar), é um conceito de frugalidade, economia ou precaução ao chegar a uma hipótese ou curso de ação. Seu significado pode ser traduzido por "menos é melhor". 

Em tudo, ou como em alguns casos, economize suas palavras e deixe a evolução das situações ao pulsar das energias, tudo se estabelece da forma devida.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sobre essa tal "Liberdade"...


Um episódio que passei quando estava na faculdade:
No último andar tínhamos duas salas de aula e um pergolado (vigas de concreto sem laje).
Então, estávamos num processo de reivindicação sobre o valor das mensalidades X demissão de 17 professores por nos informar que não tiveram aumento (isso em assembléia) e certo dia, um estrondo enorme veio lá do pergolado, subimos e demos com uma parede inteira da divisória da sala de aula no chão, os "Malucos", como se autodenominavam, estavam lá e os "caretas" e outros "malucos" de olhos arregalados queriam entender o que acontecera!
Explicação real: um deles curtiu não um cigarrinho, mas um pó e decidiu esmurrar a divisória, conclusão: Caiu tudo porque era de painéis encaixados a parede.
Explicação deslavada de quem não quer assumir a responsabilidade do ato praticado: Isso foi uma manifestação dentro do movimento de reivindicação de baixar a mensalidade!
Mas quem definiu isso como manifestação? Ninguém.
Fizemos uma assembléia onde ficou decidido por votação maciça:
Os malucos iriam reconstruir a parede inteira, já que defendiam tanto o ato do colega que àquela altura - visivelmente ainda alterado não podia responder por nada - ainda mais que destruir patrimônio da empresa (Faculdade) faria com que nosso movimento fosse por água abaixo.
O que tiramos daí:
Você é livre para fazer o que bem entender com o seu corpo, desde que não prejudique outrem.
Você jamais pode tomar atitudes individuais dentro de um movimento mas tão somente o que foi decidido por voto ou consenso.
Caso você tome atitudes equivocadas, seja adulto o suficiente para arcar com as consequências, sejam elas de cunho moral e ou legal - afinal não estamos agindo com a liberdade que buscamos?
Conclusão Final: Não existe Liberdade Ilimitada em nenhuma Sociedade ou Civilização que já viveu em toda a História Humana, pois vivemos em grupo e isso, para que se viva harmonicamente, ou para que se a busque, imprescindem  regras claras e que DEVEM ser cumpridas por todos INDISTINTAMENTE!
O  que os estudantes hoje na USP querem é subverter a ordem natural das civilizações e como disse um amigo meu escritor Edson Marques:
Quem quer ser totalmente livre, esteja preparado para a solidão!
Num extremo, rompa com a sociedade a qual você não aceita, isole-se onde quiser, seja um ermitão!
Mas será que ainda assim você será totalmente livre?
A partir do momento que se encontrar totalmente só, ainda assim terá que se harmonizar com as regras da Natureza, do Universo, tudo tem seu curso orientado à que perpetue sua ordem natural e você, o que irá fazer? Aceitar, ou ainda continuará se julgando o grande injustiçado?
E mais, penso que delinquir não seja privilégio somente de pobres carentes, mas de todo aquele que não recebeu noções de valores éticos em sua criação - os extremos são iguais - os ricos que "compram" a impunidade dos seus filhos e os tornam potenciais ditadores e os criminosos que "compram" os corruptíveis para conseguir essa mesma impunidade. Tudo igual sob o mesmo sol...

Uma explicação dos meus tempos de juventude:
Malucos - curtiam de tudo - do álcool às drogas, conceitos de moral e ética extremamente elásticas, etc..
Caretas - os que não curtiam de tudo - ficavam só no álcool, conservadores  e também o pessoal mais ligado à religião.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Meu Ipê Branco!




No trabalho desenvolvido pelos alunos do Curso de Biologia da Unicamp em conjunto com o jardineiro-poeta Sebastião Martins Vidal - homem de quem se deve procurar saber mais, muito mais, figura ilustre e respeitada em Barão Geraldo por seu trabalho voluntário nas mais diversas áreas, diria eu que tudo onde ele põe a mão, vira Ouro. E assim foi, numa manhã, um burburinho de gente na praça próxima à minha casa, curiosa, cheguei lá e ao vê-lo, disse-me:
Estamos plantando mudas de árvores nativas para que tragamos os pássaros de volta, para devolver à natureza um pouco de tudo que dela já tiramos, quer "amadrinhar" uma árvore?
Sim! respondi prontamente!
Lá fui eu plantar o meu Ipê Branco - plantei, cuidei, retirei-lhe as folhas doentes, calçei seu tronco quando lhe quebraram galhos, ele cresceu, mas ainda muito jovem, uns dois metros de altura, abrigou um ninho de beija-flores, tão jovem e já cumprindo sua maravilhosa tarefa.
A foto mostra em toda a sua exuberância a primeira florada ano passado, que de branco, se vestiu de róseas flores, lindas, vigorosas, talvez resposta ao amor com que tantos de nós; alunos, o Sr Sebastião e eu a ela dedicamos.