sexta-feira, 18 de abril de 2008


Internautas retomam controle de suas vidas e criam dia "offline"

(Reuters) Sex, 18 Abr - 13h47
Por Jill Serjeant
LOS ANGELES (Reuters) - Sharon Sarmiento sabia que era hora de se desconectar quando percebeu que até seus sonhos envolviam mensagens publicadas em blogs e o mensagens instantâneas imaginárias.
Para Ariel Meadows Stallings, foram as horas perdidas em navegação pela Internet que a fizeram sentir como se tivesse passado por um coma alcoólico.
Ambas as mulheres são parte de um novo movimento sob o qual os adeptos da tecnologia, viciados em Internet, usuários maníacos de Blackberrys e remetentes compulsivos de mensagens instantâneas decidiram retomar o controle de suas vidas ousando se desconectar --nem que por apenas um dia.
"Acredito que exista alguma porção de nós, onde vive o bom senso, que nos faz parar e pensar que as coisas foram longe demais e que vivemos conectados em excesso", disse Sarmiento, uma mulher de cerca de 30 anos que é dona de uma empresa virtual e blogueira profissional, no Alabama.
"É como se nossas cabeças fossem em milhões de direções diferentes a um só tempo. Assim, reservar um dia para ficar completamente desligada de qualquer força tecnológica permite que recuperemos nossa conexão com o mundo real", disse ela.
Há quem chame a idéia de "Sabá secular". Para outros, é o "dia desconectado". Em Quebec, Canadá, Denis Bystrov e Ashutosh Rajekar, dois profissionais da computação, estão organizando um "dia mundial desconectado", em maio.
Stallings, 33, escritora, blogueira e executiva de marketing em tempo parcial para a Microsoft, em Seattle, em janeiro adotou a resolução de passar "52 noites desconectada", este ano.
"Amo a tecnologia. Não sou inimiga das máquinas. Mas compreendi que tinha um problema quando percebi que ocasionalmente eu me sentava ao computador para verificar emails e era como se acordasse apenas seis horas mais tarde, assistindo vídeos de animais no YouTube", disse.
"Eu tentava recordar o que havia feito nas duas horas passadas, e nem fazia idéia. Associo essa experiência àquela sensação de que o tempo passou sem que saibamos o que estávamos fazendo, que nos afeta depois de uma forte bebedeira", disse.
Depois de perceber o vício, Stallings mantém agora seu computador, celular e televisão desligados em todas as noites de quarta-feira.
E numa ironia, ela rapidamente disseminou a idéia por meio do seu blog (http://52nightsunplugged.ning.com ) e se conectou a milhares de pessoas ao redor do mundo que habitualmente mandam mensagens de texto enquanto dirigem, levam seus laptops para o banheiro ou checam email durante o jantar.
"Eu achava que era um problema que afetava somente a mim e meus colegas geeks. Mas então comecei a saber que italianos têm os mesmos problemas, junto com poloneses e tchecos, e também já recebi comentários de pessoas na Colômbia", afirmou ela. "Então eu percebi que isso não é apenas um problema americano, mas internacional", acrescentou.
Sarmiento, que escreve o blog eSoup (http://www.esoupblog.com/), disse que ela retomou a pintura e começou a se envolver em projetos de voluntários desde que começou seu "dia de descanso digital" há dois meses.
"Eu já sonhei que estava blogando. Eu já naveguei pela Internet nos meus sonhos algumas vezes. E se eu começo a ouvir sons imaginários de mensagens chegando em meu computador quando estou no quintal de casa, isso me diz que passei muito tempo online", disse Sarmiento.
Enquanto isso, Stallings começou aulas de dança com seu marido, a se encontrar com amigos e a escrever cartas, à mão, claro.
Ela aguarda ansiosa o dia em que a tecnologia alcançar a necessidade de descanso digital. "Haverá celulares que poderão ser configurados para não receber email depois das cinco da tarde do sábado ou aos domingos", disse ela.

domingo, 13 de abril de 2008

RIR MUITO!!!


Rir ainda é o melhor remédio





Uma boa dose de otimismo, uma gargalhada, um sorriso, têm efeitos reparadores em nossa mente e nossos sentidos. Uma criança é ainda mais vulnerável ao efeito dessas pequenas ações, sobretudo quando uma doença ronda sua vida

Ao riso é atribuído um grande número de propriedades benéficas para combater problemas de saúde como infarto, estresse, depressões e insônia. Muitos médicos consideram que o sentido do humor e o otimismo são qualidades que beneficiam tratamentos em uma grande variedade de casos.
O riso provoca, segundo especialistas, a estimulação e liberação de endorfinas - pequenas proteínas encarregadas de tornar nossa vida mais feliz -, podendo aliviar a dor e nos tranqüilizar e criando a sensação de sossego ou aumentando o fluxo sangüíneo.
Um dos Objetivos do Milênio pactuados pela Organização das Nações Unidas (ONU) se refere à redução da mortalidade infantil, e por isso diferentes organizações humanitárias têm se esforçado para combater essa "praga" nos países menos desenvolvidos.
"Operação Sorriso".Talvez pensando nos benefícios do sorriso, há anos foi criada uma organização humanitária com o nome de Operação Sorriso Internacional, da qual o filho do magnata americano Donald Trump - e que tem o mesmo nome do pai - foi seu embaixador na Nicarágua.
Durante essa campanha, Trump foi com a equipe médica ao município de Chinandega – região da Nicarágua situada na fronteira com Honduras –, onde, graças à Operação Sorriso, 150 crianças com deformidades na boca foram operadas em um hospital da cidade.
Na Nicarágua, a Operação Sorriso, integrada por médicos da Bolívia, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru, começou a praticar operações em 1993.
Lar dos sorrisos.Tomando como exemplo os Objetivos do Milênio, a empresa Repsol YPF realizou uma doação à Fundação venezuelana Lar Eugenio Jesús Rodríguez Marcano, conhecida como "Lar do Sorriso", e que trata, desde sua criação há dez anos, de crianças e adolescentes com câncer.
Mas tão importante quanto os tratamentos oferecidos é conseguir que os pacientes encontrem um entorno agradável e propício para sua recuperação.
A doação foi destinada à preparação de um grupo de voluntários juvenis de Palhaços de Hospital, conhecida como Dr. Yaso, e para contribuir com a manutenção da sede principal.
Os voluntários realizam atividades recreativas para as crianças e adolescentes que recorrem à instituição para realizar seus tratamentos e para os que estão internados. O objetivo da Dr. Yaso é acabar com o drama do ambiente hospitalar através do riso e do humor, conseguindo que crianças, familiares e pessoal de saúde se adaptem bem a essa realidade.
Barco HospitalO Projeto Esperanza, outra das ONGs que junto com a Operação Sorriso reúne esforços para ajudar a população mais desfavorecida da América Latina, não teve dúvidas na hora de usar o navio hospital USNS Comfort, dos Estados Unidos, para prestar socorro humanitário no Peru.
O objetivo é trabalhar junto com médicos peruanos para proporcionar aos habitantes mais pobres do departamento de La Libertad, "serviços de cuidado da saúde, que incluem cuidado primário para crianças e adultos, tratamento dentário, optometria e outros serviços".
Nesse processo, também são entregues doações de móveis para o hospital e roupa para crianças e bebês enviadas pelo Projeto "Handclasp", uma ONG associada à Marinha americana para distribuir artigos a comunidades fora da América do Norte.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

AURORESCER




Gigantes são as sombras que em mim
se espalham a enublar os pensamentos
mais secretos, sinceros, profundos
e meus, só meus...

Gigantes são as vontades
de quebrar as amarras.
Cortar à espada essas sombras
que por assim o serem,
são de frágeis naturezas
e por fim chegar às fontes
que momentaneamente escondem a luz.

Fontes essas que por densas serem,
são apenas névoas concentradas,
combinadas, ajuntadas,
mas que um só golpe,
rápido e certeiro basta
a que se dispersem,
desagreguem, se desmanchem...

Desfazendo-se assim essas sombras.
Surgindo enfim a visão aurorescente
da luz que a brilhar
ali sempre esteve.


Dulceny z

23/05/2005

sexta-feira, 4 de abril de 2008

MEU GESTO

Sinal vibrante d'um brilho oscilante
ardente em mim!
E num gesto silente d'um olhar vibrante,
braços oscilantes...
Tome,
recebes das mãos minhas, toda a essência
da cadente estrela vivente em mim.
Impregnada de brilho intenso
e também, d'agora em diante,
ardente em ti!
Dulceny z05/12/2001

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Dormir para emagrecer!!!


Estudo revela que dormir pouco influi diretamente no aumento de peso








Qui, 03 Abr, 12h58
Paris, 3 abr (EFE).-
Um estudo do Instituto Francês para a Nutrição (IFN) revela que dormir pouco influi diretamente no aumento de peso, assim como na aparição de doenças metabólicas e cardiovasculares.
"Demonstramos que uma redução do sono diminui a retenção do hormônio leptina - limitador do apetite - e aumenta a da grelina - que dá sensação de fome", afirma a doutora em neurociência do IFN Karine Spiegel, no relatório.
Desta forma, as pessoas que não dormem bem sofrem um aumento de 24% no apetite, especialmente de alimentos ricos em gorduras e açúcares.
Spiegel destaca que, devido ao cansaço, esses pacientes diminuem significativamente seu nível de atividade física, praticamente anulando o gasto de energia e desequilibrando a balança energética, já que contam com mais horas disponíveis para comer.
Cerca de 45% das pessoas entre 25 e 45 anos afirmam não dormir o suficiente, e 17% acumulam sono crônico, segundo um estudo publicado em março pelo Instituto Nacional de Prevenção e Educação para a Saúde (Inpes) da França.
A falta de sono desencadeia "verdadeiras epidemias de obesidade", e inclusive, doenças metabólicas como o diabetes, segundo Spiegel.
Por isso, a especialista acredita ser "pertinente" acrescentar nas prescrições de regime para pacientes obesos conselhos de comportamento relativos ao sono.
O professor de psicologia do IFN Patrick Lévy afirma que a obesidade tem relação direta com a síndrome da apnéia obstrutiva do sono, caracterizada pelas repetidas interrupções da respiração durante o sono.
Essa síndrome é provocada pela acumulação de gordura na região do pescoço, impedindo a passagem do ar pela faringe em direção aos pulmões.
Lévy diz que nos obesos pode-se observar uma "resistência à leptina", ainda mais notável no caso dos pacientes com apnéia, o que explicaria o risco destas pessoas de adquirir doenças cardiovasculares. EFE dr/wr/gs

terça-feira, 1 de abril de 2008

E viva os "Sarados"!!!


Divulgação Científica
Estudo publicado na revista Neurology
indica que indivíduos de meia idade
com grandes barrigas têm maiores riscos
de manifestar demência quando mais
velhos (divulgação)
Obesidade e demência

31/03/2008 Agência FAPESP – Indivíduos de meia-idade com grandes barrigas têm maiores riscos de manifestar demência quando mais velhos. A afirmação é de um estudo publicado na revista Neurology, da Academia Norte-Americana de Neurologia.
O estudo foi feito com 6.583 pessoas de 40 a 45 anos que residiam na Califórnia. Em média 36 anos depois, os voluntários foram novamente examinados. A surpresa foi que 16% tinham diagnóstico positivo para demência, síndrome caracterizada por perda de memória e de habilidades e problemas de comportamento.
Os pesquisadores verificaram que aqueles que apresentaram os maiores valores de gordura abdominal eram quase três vezes mais propensos a desenvolver demência do que os demais.
“Trata-se de uma descoberta desconcertante, considerando que 50% dos adultos nos Estados Unidos têm quantias não saudáveis de gordura abdominal”, disse uma das autoras do trabalho, Rachel Whitmer, da Divisão de Pesquisa da Kaiser Permanente.
De acordo com o estudo, ter um abdome grande aumentou o risco de demência independentemente de os participantes se apresentarem com peso normal, sobrepeso ou obesidade e das condições de saúde, incluindo diabetes ou problemas cardiovasculares.
O grupo com sobrepeso e abdome volumoso teve risco 2,3 vezes maior de desenvolver a síndrome do que pessoas com peso e cinturas consideradas dentro do padrão. Entre os obesos e com abdome grande, o risco foi 3,6 vezes maior.
Na pesquisa, as mulheres apresentaram obesidade abdominal mais freqüentemente do que os homens. Os grupos nos quais a incidência esteve mais presente foram: não brancos, fumantes, pessoas com pressão alta, elevados níveis de colesterol e diabetes e aqueles com menor escolaridade.
Os autores destacam que, como em todos os estudos observacionais, é possível que a associação de obesidade abdominal e demência não seja dirigida pela própria obesidade, mas por um conjunto complexo de comportamentos relacionados à saúde do qual a deposição de gordura na região da cintura faz parte.
“Mais estudos devem ser feitos para determinar quais são os mecanismos que ligam a obesidade abdominal com a demência”, destacaram os pesquisadores.
O artigo Central obesity and increased risk of dementia more than three decades later, de Rachel Whitmer e outros, pode ser lido por assinantes da Neurology em http://www.neurology.org/.