segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

O que é cultura

Arte não é "cultura". Cultura também é arte... Resumindo tudo: Quando fiz meu curso de arquitetura e urbanismo, discutíamos muito sobre os incentivos à cultura da parte do Estado. Nas discussões chegamos a um ponto comum. O povo precisa de teto sobre a cabeça, trabalho digno, educação de qualidade, infraestrutura (saneamento, transporte público, água potável, energia elétrica, etc.), hospitais em condições adequadas... A "cultura" vinha em último lugar na lista, quando todas as anteriores estivessem solucionadas, por essa razão, o financiamento pesado nessa área era feito pela iniciativa privada. Com o passar do tempo se colocou a "cultura" no topo e a massificação do processo como algo imprescindível na vida de todos, hoje vemos um povo "culto" mas sem suas necessidades básicas e prioritárias solucionadas pelo Estado, seja qual for ele. Mas eles estão felizes porque tem a música (a mim, de qualidade duvidosa) pra deixá-los felizes, o pão e circo funciona muito bem. Falei da música porque se resumiu nisso, se paga uma mixaria numa garrafa de cerveja, uma mesa, quatro cadeiras e o céu aberto na calçada do boteco. O teatro ainda é para os que podem pagar o ingresso, muitas vezes caro, o cinema também não é barato (pincipalmente para os desempregados) museus com suas performances suspeitas (nem tudo é uma questão de arte). Livros continuam caros e pinturas, esculturas, instalações - não são a preferência nacional, precisa ter olhos de ver e sentir, a maioria quer mesmo, como sempre foi, chacoalhar o corpo, normal... o problema foi ter colocado na cabeça deles que a cultura é só isso, cultura é a identidade de um povo e não somente sua arte. Dulcenyz 22/01/2020

domingo, 29 de outubro de 2023

Subida ao Duomo - Florença, Itália

Duomo... essa é uma foto de superação. É muito degrau pra subir... Bem, tudo agora dependeria das pernas. E haja pernas pra subir tudo aquilo. Parei um montão, encostava na parede e falava pro povo - pode passar... rs E assim fui subindo, a taquicardia tomando conta. Parava, respirava e "vamo" de novo... fiquei na lanterna da fila... a última, ultiminha... Mas valeu o esforço. Quando subi o último lance de escada; já na laje do piso do mirante, uma turma enorme me esperava ansiosa... nunca vi tantos olhares direcionados a mim... rs Antes de por o pé na laje bradei: - Eu cheguei!!! Daí foram só gritos de uuuuuhhhhhhuuuullll e aplausos mil. Nunca fui tão calorosamente recebida! Amei!!! Em seguida o povo começou a descer em disparada... Aqui pensando - aquele calor todo foi pra mim ou foi tipo um "até que enfim vamos descer"...😜🤣🤣🤣

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Conjecturas de uma leiga...

Às vezes fico analisando a história humana e me deparo com certas suposições:
No início era a barbárie - por ignorância e pela juventude do nosso ciclo civilizatório. Fomos evoluindo no sentido de nos educarmos, mas aí chegou a explosão da tecnologia, ciência em todas as suas áreas. 
O conhecimento e a maturidade chegaram, contudo, foram causas da consequente explosão populacional - penso que não previram isso direito e, por total despreparo, reeditamos a barbárie por completa inabilidade e incompetência em lidar e pulverizar tanto conhecimento e desenvolvimento.
Envelhece a nossa civilização em grande maioria do mesmo jeito que começou - ignorante - voltamos às turbas descontroladas...

Dulcenyz
23/02/2017
08:38 hs

domingo, 23 de dezembro de 2018

Sobre guerra e paz...

Paz e guerra são estados do espírito.
Mesmo que outros externamente façam barulho e confusões, cabe a nós, em nosso íntimo, viver a Paz e não deixar a guerra entrar.

Dulceny z
23/12/2015
14:46 h

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

O primeiro passeio a gente nunca esquece...

Hoje foi o primeiro passeio do Ozzi de colete (é, coleira é para os fracos).
Fui comprar ração e a mana preparou o bichinho a caráter.
Resumo da ópera:
Cachorro, colete e guia devidamente levados no colo porque ele simplesmente empacou... Na avenida tomei um caldo do trânsito, todos os carros de Barão resolveram passar juntos por ali... e eu com a ferinha gorda no colo. Cansei de esperar e me meti a atravessar a avenida com o cachorro à frente no colo e encarando o motorista da vez - vai me atropelar, vai?
Na volta ainda com a sacola num braço, cachorro no outro e lá fui... na praça eu o soltei no chão e ele foi pra cima da barraca do provodog (cachorro quente delícia). Puxei a guia e vim empurrando o cachorro dizendo - vamos Ozziiiiii!!!
Enfim chegamos em casa. Impaciente ele resmungava. Abri o portão e foi aí que ele decidiu correr pra dentro e eu com a sacola puxando a guia pra pegar a chave no bolso e fechar o portão... mas que...
Ele sumiu pra dentro de casa...
Como diz o ditado:
Minha casa... minha casinha... merda pra casa da rainha...
😂😂😂


Dulceny z
06/12/2018
23 h:12 min 

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Curiosidade...


Fui uma vez com uma vizinha (quando morava em Santos) no centro da cidade pra bater perna, ir ao banco e comprar coisas...
Entramos nas Lojas Americanas e a ordinária (que até então eu tinha como boa pessoa) ficou mexendo na banca de elásticos de cabelo e me falou bem assim:
- Tá na mão. O elástico já estava no pulso dela como se dela fosse. Fiquei p da vida e falei que se ela não devolvesse o dito eu ia chamar o segurança e que aquela era a primeira e última vez que ela saía comigo porque eu não saía (e ainda não saio) com bandida. Muito menos dava cobertura pra safada. Ela arregalou os olhos e devolveu. Fomos embora e cumpri minha promessa - a dita nunca mais... rs

sábado, 4 de novembro de 2017

"Denúncia"

Pra descontrair...

Comprei uma penca de bananas ontem pela manhã.
Logo após o almoço a penca sumiu da fruteira.
Achei que a mama houvesse comido todas porque estava com umas cascas na mão. Verifiquei e era de uma banana apenas.
Mas... e o resto?
Saí na captura e encontrei o que sobrou da penca com uma banana apenas no avarandado dos fundos. Recolhi a dita e dei um sermão nos cachorros desconfiando que os "larápios" surrupiaram a penca da fruteira, mas uma coisa ainda me intrigava - onde estão os restos mortais das outras bananas?
Bem, o dia passou e me esqueci do episódio.
Hoje ao sair pro avarandado dar comida aos cinco peludos aqui de casa - felinos e caninos - qual não foi a minha surpresa!!!
Registrei pra que não hajam dúvidas e questionamentos quanto à autoria do grave delito.
Segue a foto comprovando. Mas... uma coisa ainda me intriga...
Onde raios eles enfiaram as bananas ontem que não vi e com o intuito de comê-las durante a madrugada pra saírem ilesos das acusações do furto?

Hahahahahahahha

A merda é que não conseguiram arrancar a casca toda das bananas e elas ficaram ali do jeitinho que estão na foto.

O crime não compensa...
Ou...
Quando furtar - certifique-se de que conseguirá sumir com as evidências porque a Dulce aqui tem dupla proteção em seu mapa natal.
Júpter e Vênus na veia gente!!!
Huashuahuahuahuashuahua😂😂😂😂😂😂😂




Em 28/10/2015

terça-feira, 27 de junho de 2017

Mudança de hábitos

Elimina-se um mau hábito em nós pela aquisição consciencial do equívoco que se pratica, mas somente isso acontece quando se passa por um processo de compreensão por meio do raciocínio e entronização em nossa mente e espírito.
Analisando:
Educar vem do latim Educare, que significa instruir, criar. A palavra é composta por ex (“fora”) e ducere (“guiar, conduzir, liderar”). Ou seja, educar trazia a ideia do “Conduzir para fora”. Outras fontes dizem “Extrair de dentro”. Se fôssemos dar uma missão à essa palavra, essa missão seria: “Preparar para o mundo”. Mas para que tipo de mundo se prepara as pessoas? 
A educação segue a moral vigente - de certa forma as pessoas hoje estão "educadas" para o convívio numa sociedade patológica. 
Raciocínio - A origem é o Latim RATIOCINATIO, “cálculo, razão, dedução, deliberação”, de RATIO, “procedimento, cálculo”, relacionado a RERI, “pensar, calcular”.
Compreender - incluir, conter, entender, "sentir", partilhar
Entronizar - Estabelecer, fazer reinar: entronizar uma moda (aqui: um hábito). Louvar muito, exaltar.
Esse processo de raciocínio, compreensão e entronização é individual e é resultado do nosso amadurecimento, só quando sentimos que algo é incorreto em nós é que podemos "eliminar" essa má prática e mudar, sermos novos, renascidos. O que eu sinto e o que outro sente não garante que um terceiro vá fazer igual a nós se ele não passar por esse processo. É mais profundo do que achamos, pensamos.

As pessoas só mudam quando as coisas fazem sentido.

Dulceny z
27/01/2013
11: 01 h

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Observância...



Caminho sozinha pelas ruas da cidade, olho em volta e observo que os ares estão áridos na natureza e no semblante das pessoas...
Cada qual por motivos outros caminhando pararelamente, ora aglutinando, ora dispersando sentidos. 
Sinal dos tempos.

sábado, 16 de agosto de 2014

Salvem o Burle Marx!!!

Repassando:

O QUE ACONTECERÁ QUANDO CHEGARMOS A 50.000 ASSINATURAS ?
Esse é um número MUITO EXPRESSIVO e FACTÍVEL de se obter, uma meta estabelecida por várias pessoas que vêm se envolvendo no movimento.
O número 50.000 nos dá uma garantia: SERMOS OUVIDOS pelas autoridades que dependem do voto para serem eleitas e se manterem no poder !
Será um MARCO de mobilização social em defesa de um Parque ! Algo único, pela dimensão, na história de São Paulo !
E quem sabe iremos conseguir um número ainda maior, a depender do impacto das matérias que irão ao ar em importante rede de TELEVISÃO no começo de setembro. Não sabemos qual será a reação. No dia em que a campanha foi veiculada na Ana Maria Braga, em 72 horas tivemos 10.000 assinaturas.
Com as 50.000 assinaturas, todas IMPRESSAS, iremos insistir em sermos recebidos pelo Prefeito HADDAD (já estamos trabalhando nesse sentido de marcar uma audiência), entregando o ABAIXO ASSINADO, com a MÍDIA que já manifestou grande interesse em acompanhar !
Quando conseguirmos, vou avisar todo mundo aqui no SOS PANAMBY e quem quiser participar será muito bem vindo !
Afinal, O MOVIMENTO É DE TODOS, e de TODA A CIDADE, não só de um bairro !
E estamos caminhando muito bem !
Quem ainda não assinou pela DESAPROPRIAÇÃO das áreas ao seu redor, salvando 5.500 árvores e cursos d'água, assine a petição ao Prefeito HADDAD. ENTRE NO LINK:
http: //bit.ly/1iMMoz0
COLOQUE SEU NOME, EMAIL, CEP E PAÍS, E CONFIRME !
Abraços do

https://secure.avaaz.org/po/petition/Sr_Fernando_Haddad_Prefeito_da_Cidade_de_Sao_Paulo_Amplie_o_Parque_Burle_Marx_em_SP_desapropriando_areas_verdes_ao_redor/?rc=fb&pv=0

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

E O RACIONAMENTO COMEÇOU!!! Doze horas sem água!!!

Desde às sete da noite de ontem não havia uma gota sequer de água na torneira, como choveu, pensei:
Devem ter cortado por conta de muita sujeira na captação - sempre acontece, depois vem branca de tanto cloro.
Levantando hoje às vinte para as sete, vou à cozinha e...
Nem uma gota!!!
Desesperei!
Nunca ficou tanto tempo assim...
Fui para o quarto já pensando numa estratégia de consumo de água até que voltasse.
Mas... Sempre um mas assola meus pensamentos...
Aquele som de água e ar na torneira me deixou com a pulga atrás da orelha.
Raciocinei: Quando falta água, fica mudo, completamente mudo esse cano, ó pá!
Bem, fui refrescando a memória e me lembrei que a minha querida progenitora saiu por volta das sete ao jardim, quando a namorada do Diego (meu sobrinho) chegou do trabalho e perguntou (presumo que foi ela, porque eu ouvi o diálogo e não estou louca, ainda, perguntei pra mana e ela jura que não falou nada com a mama nesse horário) pra minha mãe o que ela fazia lá fora, sozinha naquele frio, se ela ia sair - ela respondeu - não, não vou sair não...
Enfim, juntando alhos com bugalhos, fui lá no registro da rua e PIMBA!!!

ELA FECHOU O REGISTRO DA ÁGUA!!!

Mamãe estava apenas nos treinando para uma eventual falta de água, sabe como é, precisamos estar sempre afinados com o pior cenário, rs

P.S. - a mama já é idosa, às vezes fica sem muita coisa pra fazer e os dedinhos não param nunca...

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sobre cotas...



As pessoas sofrem preconceitos de toda ordem, não é só por cor da pele, porque a pele escura não é raça diferente da branca, amarela, vermelha, parda ou o que seja, senão não poderíamos no português claro e biológico "cruzar" e ter filhos férteis. Somos uma só raça.
Sofri preconceito por ser pobre, por ser baixinha, por ter nascido com deficiência física congênita (operei e fiquei com a coluna ereta - o que me salvou dessa chacota), mas eu jamais me convenci de que era menor.

Em minha época se fazia exame admissional para o ginásio (a quinta série do fundamental hoje) - tive que aguentar as filhas das professoras e dos mais abastados que faziam o cursinho paralelamente ao quarto ano do grupo escolar - faziam questão de falar isso na escola para se mostrarem superiores.

Eu ficava na minha e terminado o ano, me inscrevi, fui lá e fiz a prova - três dias de prova e meu maior orgulho foi que com a minha inteligência e aplicação aos estudos - passei em primeiro lugar - tirei 10 em todas as provas. 

Por isso eu digo - não sou a favor de cotas de forma alguma porque isso sim salienta a discriminação e perpetuação de injustiças, quando se deveria focar e trabalhar no sentido de agregar os "diferentes" (não considero que assim o seja) e não criar regras equivocadas que só farão crescer dentro de todos esse espírito de revolta e "guerra fria" implícita na sociedade como um todo.


Dulceny z 
29/07/2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ah, viver...

Viver é como permear os espaços, os que existem e os que criamos quando nos libertamos dos excessos.

Dulceny z
15/07/2014
23:46 h

domingo, 13 de julho de 2014

O eterno...

O eterno é um período muito longo, tanto que nós nem mesmo conseguimos imaginar, sequer mensurar - o eterno transcende o tempo e o espaço no constante "é" do Universo criado e incriado.
Ele "é" em cada segundo da nossa existência.

Dulceny z
13/07/2014

10:00 h

domingo, 6 de julho de 2014

Impermeabilidades...

Não seja esponja, assim você fica contaminada, seja impermeável, receba, mas deixe escorrer suavemente por sua superfície, é mais fácil enxaguar e deixar limpo.

Dulceny

06/07/2014

sábado, 14 de junho de 2014

Como se fora brincadeira de roda


Algumas considerações acerca do que vem a ser Liderança. 


Ao me encontrar diante do fato de ter que discorrer sobre o tema Liderança e também diante dos textos pesquisados, fui remetida às minhas remotas lembranças, ainda na infância, um episódio que veio a marcar toda a minha forma de agir desde então. Não que antes não assim agisse, mas foi meu primeiro gesto ante um grupo onde me lembro, uma atitude minha veio a influenciar decisões de um grupo. 

Aos meus nove anos de idade, cursando o terceiro ano do grupo escolar (assim estruturado na época), antes de entrarmos à sala de aula, brincávamos no pátio da escola. Pique - esconde, pega-pega, brincadeiras de roda e tudo o mais que a imaginação infantil é capaz de inventar. 

Naquele dia estávamos a formar uma roda com as colegas de classe. A roda ia aumentando a cada momento até que uma garota, a Cândida, extremamente tímida, retraída, se chegou e entrou na roda, pegando na mão de outras duas colegas. Mal começamos a cantar e girar e uma das garotas, a Cristina, filha de uma professora da escola, se interpôs entre a roda e a Cândida afirmando que ela não poderia brincar conosco. Apontou a Cândida e disse: 

- Ela não! 

Fiquei aturdida ante ato tão proibitivo e perguntei por que motivo. 

Como resposta, informou ela que a Cândida estava com a blusa do uniforme rasgada e que por isso não estava à altura das colegas de roda. 

Mais ainda eu não conseguia entender o que isso diminuía a outra como ser humano. Afinal, a Cândida recebera aquele uniforme da própria escola, sendo ela uma criança carente, sem pais com posses para comprar seu uniforme - naquela época havia a caixa escolar, onde os alunos eram inscritos de acordo com a renda familiar e a escola fornecia a merenda, uniforme e material escolar. 

Assim sendo, sua blusa (artigo de doação), fora recebida com um pequeno rasgo, o qual foi cerzido cuidadosamente e a meu ver em nada a descompunha ao convívio social. Levei alguns segundos a registrar as informações. E, acostumada à convivência com parentes meus de várias classes sociais, de fazendeiros a colonos, vivendo em casas de madeira com chão de terra batida, para mim, todos me eram igualmente queridos, não tive dúvidas. 

Tomei a mão da Cândida e falei ao grupo: - "Vou brincar com a Cândida. Se alguém entre vocês achar que não há nenhum problema em que ela, por que está com a blusa cerzida, brinque de roda com a gente, venha e vamos formar outra roda.". Fiz isso disposta a brincar de corrupio se ninguém se dispusesse a se juntar a nós, mas para minha surpresa, uma a uma deixou a roda em que estavam e vieram a brincar com a Cândida e comigo até bater o sinal para a aula. 

A Cristina naquele momento ficou arrasada, por uns dias não se dirigiu a mim, mas ao longo da nossa vida escolar (sempre caíamos na mesma sala), acabamos por nos tornar boas colegas, fizemos alguns trabalhos em equipe juntas. Há pouco tempo encontrei com sua mãe que me abraçou efusivamente pelo encontro, me contando novidades da Cristina e que sempre se lembram de mim em suas conversas, assim como eu também não as esqueci. 

Quanto à Cândida, na verdade não tínhamos um relacionamento de coleguismo, como falei antes, ela era muito retraída e depois desse episódio passamos a nos cumprimentar apenas, ela ainda assim não venceu sua timidez, mas senti que em seu íntimo ela estava mais segura, nos olhávamos com um sentimento de confiança mútua. 

Essa lembrança me segue vida afora, com ela aprendi que nossas atitudes, o poder de convencimento que somos capazes de ter, a habilidade no uso das palavras, pode influenciar uma ou muitas pessoas, isso é bom? 

Penso que a quem tem essa "facilidade", o cuidado é multiplicado, precisamos ter a perspicácia, o entendimento, a empatia, senso de justiça, tudo isso traduzido em atitudes pautadas na ética acima de tudo. A responsabilidade é grande, o trabalho árduo, ininterrupto, dada à mutabilidade da condição humana. Perseverar, jamais desistir e aceitar as escolhas de cada um, afinal, esse é o papel de um líder, deixar que outros cresçam e assumam responsabilidades, que tenham seus potenciais desenvolvidos e também possam vir a liderar outros grupos ou o mesmo, afinal a vida é um caminho ascendente. A cada dia uma nova etapa, um novo caminho e no hoje, a satisfação do trabalho realizado ontem, porque ele foi feito com o compromisso de ser executado da melhor forma possível. 

Dulceny Cerqueira Leite 


Escrito no ano de 2008



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Analisando o episódio dos xingamentos à presidente no jogo de abertura da Copa no Brasil...

Não comemoro nada disso, a Copa, os gols, porque já não curto a Copa faz umas três Copas; perdi a inocência quanto aos resultados... Mas quanto aos xingamentos, penso mais que seja reflexo da própria gestão que vivenciamos:


Pior que criar monstros é perder o controle sobre eles.
(Frase minha)


"Quando os governantes perdem a vergonha, os governados perdem o respeito".. (Lichtenberg)

Falo do que é o processo, não defendo ninguém, mesmo porque ao ser pronunciado o nome da presidente e do Blatter, ele se levantou e ela na maior falta de educação fez um gesto de finalização e continuou sentada - tanto torcedores quanto ela são mal-educados, uma sequência de atos ignorantes. Ela também como representante do país tinha que aguentar o tranco e se levantar. Ela não se comportou adequadamente ao cargo que ocupa - é minha opinião. Todos errados.

Quanto a criticar essa classe média de ir ao estádio e se comportar mal e que estão contribuindo para a miséria brasileira, digo que tanto governo quanto torcedores gastaram dinheiro para a realização da Copa. 
A diferença é que quem foi assistir gastou do dinheiro que ganha trabalhando, pagando impostos porque se são empregados não há como não pagar, quem é dono do seu negócio, não posso afirmar porque se não sonega imposto, está cumprindo com a pesada carga imposta para que possa gerar empregos e contribuir com a Nação Brasilis, se sonega, se iguala aos que critica e que estão hoje nos representando nas instituições democráticas (?) espalhadas pelo país, municipais, estaduais e federais - agora, o dinheiro dos impostos foram gastos pelo governo para custear essas obras e o evento - a FIFA, os patrocinadores, organizadores, etc - foram isentados de pagar qualquer imposto, ou seja, vão levar o dinheiro embora e passar bem.

Quem os liberou não foram os torcedores que ali tiveram dinheiro para pagar o ingresso, foi o governo. Olhando por essa ótica, então não são os torcedores da classe média que financiaram ainda mais a pobreza do país, mas o próprio governo que desde a gestão do Lula fez questão de se inscrever para sediar esse evento dispendioso.

Nós, enquanto população em geral estamos do mesmo lado, não caiamos nesse jogo que nos coloca um brigando com o outro.

Precisamos uns dos outros para que uma sociedade subsista, há quem empregue e há quem seja empregado. Não temos todos nós o perfil para sermos a liderança e quando temos, precisamos usar de coerência e abusar da nossa capacidade de raciocínio; lembrar que temos a habilidade de influenciar as pessoas, então, pecamos muito se repetimos conceitos que nos foram impostos se não buscarmos analisar a fundo o quadro como um todo, nos abstraindo da situação não deixando que nossas emoções comandem nossas ações.

Uma pergunta geral:

-Onde você considera que se encaixa nas faixas das classes sociais do país?

Todo aquele que estuda, se forma e trabalha faz jus ao salário merecido - porque ficamos lutando por melhores salários e ao mesmo tempo criticamos a classe social à qual fatalmente ascenderemos com a melhoria do salário que tanto buscamos?
Ou queremos apenas que a miséria seja extinta e fiquemos todos ganhando salário mínimo independente da função que exerçamos?

PS.: Brigo por melhores salários sempre - quando era sindicalista e mesmo agora não o sendo mais, mas discordo veementemente do processo de apenas aumentar o piso salarial da base das categorias. Que todos os salários dentro de uma empresa tenham aumento real - o que não vem acontecendo - eles ficam estagnados, apenas com reposição inflacionária - dia virá em que todos estarão nivelados por baixo e isso é absurdo - entendo a distribuição de renda como melhoria geral, aumento da renda per capta e não a diminuição dela.


Apenas o que penso - respeito as opiniões contrárias.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cabeças pensantes

Pensava sobre isso hoje...

Quantas pessoas realmente pensam durante a vida?

Estava refletindo sobre cabeças pensantes - o que seria isso...

Na verdade de quantos pensamentos criativos somos capazes durante a nossa vida?

Quantos na verdade são apenas frutos do nosso condicionamento iniciado já na gestação e repetimos processos mentais achando que são pensamentos, reflexões realmente do nosso espírito?

Não sei, vou pensar um pouco e ver a que conclusão criativa chego, ou se apenas concluirei sobre algum processo pronto e guardado aqui na memória do meu HD...

Dulceny z
05/06/2014
14 h: 46 min

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Me perguntaram... Eu respondi!

É válido um "Cristão" negar a existência do Satanás?

Ser cristão é acreditar no Cristo. 

E Jesus foi "tentado" pelo próprio.... 

Ou estou errada e isso não procede...?

Não sou dada a copiar e colar textos, mas, nesse caso, achei necessário, entenderá: 

A palavra שָטָן (significando adversário, acusador) assim como o árabe الشيطان (shaitan), derivam da raiz semítica šṭn, significando ser hostil, acusar. [2]. O Tanakh utiliza a palavra שָטָן para se referir a adversários ou opositores no sentido geral assim como opositores espirituais. Já o Novo Testamento utiliza o termo como um nome próprio que designa uma entidade sobrenatural que teria se rebelado contra Deus e que agiria contra este (baseados em um texto obscuro de Ezequiel, Capítulo 28, Versículos 12 ao 19 ). O termo grego Σατανάς aparece na Septuaginta e no Novo Testamento. 



Desvendando erros de escrita: 
Um dos problemas bíblicos "mais mortais" é o das traduções. Tendo passado por várias traduções até chegar na versão conhecida atualmente, é evidente que muitas modificações tenham acontecido; a maioria delas involuntariamente. Uma delas é a da confusão entre os termos Satanás, Diabo e Lúcifer. 



Na íntegra, Satanás é um, Lúcifer é outro. Lúcifer seria o famoso Portador da Luz (do latim Lux fero), Phosphoros e Hésperos, o planeta Vênus em seus aspectos matutino e vespertino. Para os fundamentalistas, ele éra um anjo do Altíssimo que se rebelou contra Deus, unindo uma legião de seguidores contra Ele, tendo, posteriormente, sido expulso do Céu pelo Senhor. Como descrito na passagem de Ezequiel acima citada. 



Diabo significa "acusador", do grego diabolos, e pode se referir genericamente a qualquer pessoa que acusa e se opõe a outra. 



Já Satanás teve um caso um pouco diferente. Ele simplesmente abandonou o Javeh, o deus judaico-cristão. Junto levou também os seus seguidores e todos vieram para a Terra, por volta de 300 ou 1.000 mil anos antes do livro de Judas ser escrito. Mais tarde foram presos e o lugar onde estão é "segredo de cristãos". A passagem que descreve este fato, de forma bem resumida - característica do autor - está em Judas 1:6. 



A meu entender, Satanás somos todos nós que ainda estamos engatinhando no caminho da evolução espiritual. "Somos todos farinha do mesmo saco". 
Não adianta criar uma entidade fora e à parte para culpá-la de nossos erros de alvo, bem como também colocar num Cristo fora e à parte a salvação, mas cristifiquemo-nos todos e deixemos nossa personalidade satânica (opositores ao estado Crístico - que é o que Jesus nos mostrou em verdade, a capacidade de realizar o bem que somos em espírito nesse mundo material inóspito) de vez! 
Creio ser uma cristã às avessas, pois não entendo nem uma entidade, nem outra, mas sim estados de alma antagônicos que devemos suplantar e por isso temos encarnado para experienciar ao máximo essa capacidade de transformação.

Divagando sobre assistencialismo...

Respondendo a um amigo sobre a irritação dele ao assistencialismo imperante nos governos de um certo país da América do Sul - Terra Brasilis...

Por isso nunca fui simpática a qualquer benefício agregado ao salário, faça as contas dos gastos todos com a refeição e o transporte mais o convênio médico e veja quanto seria na realidade o salário a receber. Pelo Dieese hoje, abril de dois mil e quatorze, o salário mínimo teria que ser mais de três mil reais (Abril/2014 - R$ 3.019,07), concluo então que mesmo o salário mínimo do país tem caráter assistencialista - pra pensar...

Com o agravante que no caso do salário a pessoa trabalha. 
Retorno incipiente.